Quem dera ser uma flor de plástico Dessas que a gente põe num vaso De cristal ou de vidro. Quem dera ter um coração de plástico, Que não se quebra como vidro. As flores de plástico não precisam de abrigo, Nem morrem quando não se rega, Não temem, não se degradam, Não murcham quando não se afaga, Flores mal amadas E nem por isso secam. Sempre o mundo embelezam, Estando no lixo Ou no escuro do quarto. Esquecidas flores Que no canto da sala resistem a maldita sina, De serem sempre trocadas Por flores sempre mais belas.
"E o bom das flores de plástico é que elas nunca morrem. Porém a triste sina de serem trocadas por outras mais belas."
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