
A noite tem olheiras
Na noite que não adormece
Alguém vasa os olhos
E corta a garganta de desespero.
Na noite que não adormece
Alguém pensa em partir
Para nunca mais voltar
Alguém volta mais triste que na partida
Na noite que não adormece
Bêbados duplicam as ruas,
Duplicam as luas,
E a única solução é a de estar bêbados.
Na noite que não adormece
Porque não deixamos,
Acontece o dia
Que nunca acorda a noite,
Porque a noite está sempre acordada,
Esperando por nós,
Homens e mulheres,
Partidos, tristes,
Alegres e desesperados.
João Bosco da Cunha Melo (Meu pai) do livro: Força Bruta
Maril
ResponderExcluirFui amigo do seu pai quando moravamos em
Entre-Rios, de lembranca ao mesmo e fale
que revivi com suq foto os momentos de
adolescente; jogando futebol,e lisonjeado por saber que o amigo continuou com a hereditariedade poetica da familia;um abraco para vc e meu amigo Bosco; Romildo (RO)FONE 99942696